
Casar sob o céu, com árvores, campo ou água de fundo, é o sonho de muitos casais. O casamento ao ar livre tem luz bonita, clima leve e espaço para os convidados circularem. Também tem riscos que um salão não tem: sol forte, chuva, vento, frio e bichos. Reunimos os cuidados que fazem a diferença, com base no que vemos nas cerimônias que fotografamos no Rio Grande do Sul.
Escolham a estação e o horário
Primavera e outono costumam ser as estações mais confortáveis no RS. No verão, o calor pede cerimônia no fim da tarde; no inverno, a cerimônia precisa ser mais cedo, porque o sol se põe por volta das 17h30. Explicamos isso em detalhe no post sobre a melhor época para casar no RS.
Para as fotos, o ideal é que a cerimônia termine uma hora antes do pôr do sol. Assim sobra luz para as fotos com a família e para os retratos do casal na hora dourada.
Sol: sombra, água e posição do altar
- vejam onde o sol estará no horário da cerimônia, de preferência visitando o lugar no mesmo horário;
- evitem que os noivos fiquem de frente para o sol, apertando os olhos, ou metade na sombra e metade no sol;
- garantam sombra para os convidados, com árvores, tendas ou sombrinhas;
- deixem água, leques e protetor solar à disposição;
- cerimônias curtas funcionam melhor no calor.

Chuva: o plano B precisa existir
No Rio Grande do Sul, chove em qualquer estação. Todo casamento ao ar livre precisa de um plano B de verdade: uma área coberta perto, uma tenda reservada ou um salão no mesmo espaço. Combinem com o local até que horas dá para decidir e quem toma a decisão no dia. Guarda-chuvas transparentes para os noivos e os padrinhos ajudam nas fotos. E lembrem: um dia nublado não é problema, porque a luz fica suave e uniforme para as fotos.
Vento, frio e bichos
- Vento: véus longos voam e arranjos altos caem. Prendam bem a decoração e deixem um grampo extra para o véu.
- Frio: no outono e no inverno, mantas nas cadeiras e bebidas quentes ajudam muito.
- Mosquitos: repelente à disposição e, se possível, uma dedetização do espaço alguns dias antes.
- Abelhas e formigas: cuidado com doces e flores expostos por muito tempo.
Chão, som e estrutura
- grama e salto fino não combinam: passarela, tapete ou saltos mais grossos resolvem;
- som ao ar livre se perde: microfone para o celebrante e caixas de som bem posicionadas;
- banheiros suficientes e perto;
- energia para som, luz e buffet, com gerador se o lugar for afastado;
- iluminação para quando escurecer, com varais de luz e caminhos marcados.

Um roteiro de exemplo no verão
Com o pôr do sol perto das 19h30, um fim de tarde de verão pode ficar assim:
- 17h: chegada dos convidados, com água e sombra;
- 17h30: cerimônia, com uns 30 minutos;
- 18h: cumprimentos e fotos com a família e os padrinhos;
- 18h45: retratos do casal na hora dourada;
- 19h30: entrada dos noivos na festa.
No inverno, o mesmo roteiro começa umas duas horas antes. Vejam como ajustar os horários no post sobre o cronograma do dia do casamento.
Conforto dos convidados
- cadeiras para todos na cerimônia, com lugar reservado e perto para avós e pessoas com dificuldade de locomoção;
- caminho firme até o lugar da cerimônia, sem degraus soltos;
- água, leques ou mantas, conforme a estação;
- placas indicando cerimônia, festa, banheiros e estacionamento;
- um lugar coberto por perto, mesmo em dia de sol, para quem precisar.
Decoração que aguenta o tempo
Ao ar livre, a decoração sofre com sol, vento e umidade. Prefiram arranjos com base pesada, flores que resistem ao calor, velas dentro de lanternas ou copos e tecidos bem presos. Flores muito delicadas, colhidas cedo, murcham antes da cerimônia no verão. Perguntem ao decorador o que funciona na estação do casamento.
Cerimônia religiosa ao ar livre
Nem toda igreja celebra fora do templo. Na Igreja Católica, depende da diocese. Em outras igrejas, depende da comunidade. Perguntem antes de reservar o espaço. Cerimônias com celebrante são as mais comuns ao ar livre; lembrem que a parte legal continua sendo o casamento civil.
Os convidados também agradecem
Avisem no convite que a cerimônia será ao ar livre, com uma dica de roupa e de calçado. Quem sabe que vai pisar na grama escolhe outro sapato. Se o lugar for longe da cidade, mandem a localização e, se possível, organizem transporte.
Por que vale a pena
Com os cuidados certos, o casamento ao ar livre rende uma cerimônia leve e fotos com luz natural, céu e paisagem. Já fotografamos cerimônias em jardim, no campo e à beira de lago, como as de Ana e Fred, Bruna e Douglas e Carla e Dionei. Vejam casamentos completos no nosso portfólio e ideias de lugares nos posts de lugares para casar em Lajeado e em Gramado.
Perguntas frequentes
Qual o melhor horário para casamento ao ar livre?
O que faz a cerimônia terminar cerca de uma hora antes do pôr do sol. No verão, isso fica perto das 17h30; no inverno, por volta das 15h30 ou 16h.
O que fazer se chover no casamento ao ar livre?
Ter um plano B definido antes: área coberta perto, tenda reservada ou salão no mesmo espaço, e um horário limite para decidir.
Qual a melhor estação para casar ao ar livre no RS?
Primavera e outono costumam ser as mais confortáveis, com temperaturas amenas. No verão e no inverno, dá certo com ajustes de horário e estrutura.
Igreja católica faz casamento ao ar livre?
Depende da diocese. Perguntem na paróquia antes de reservar o espaço.
Como evitar mosquitos no casamento ao ar livre?
Repelente à disposição dos convidados, dedetização do espaço alguns dias antes e cuidado com doces e flores expostos por muito tempo.
Precisa de autorização para casar ao ar livre?
Em espaços de eventos, o próprio local cuida disso. Em áreas públicas, como parques, consultem a prefeitura sobre regras e autorizações antes de marcar a data.
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